Dentro das críticas que têm sido feitas ao princípio da proporcionalidade, pretendo contribuir para o aprofundamento e melhoria daquilo que se entende como o teste da proporcionalidade no seu sentido estrito, que tem sido o principal alvo das críticas. Em primeiro lugar, apresentarei um quadro conceptual que, creio, permitirá uma melhor compreensão da norma da proporcionalidade. Em segundo lugar, numa perspectiva analítica, explicarei a minha compreensão da estrutura da norma da proporcionalidade. E, em terceiro lugar, centrar-me-ei na proporcionalidade no seu sentido estrito e especialmente na fórmula do peso de Alexy. Aqui, porém, enquadrarei este efeito da proporcionalidade à luz da filosofia da medição para explicar o que é verdadeiramente feito no âmbito deste princípio; então tentarei reconstruir a metáfora da fórmula do peso à luz do fenômeno da resistência à compressão. Por fim, passarei a um mapeamento de critérios que proporcionem aos operadores jurídicos uma melhor justificação da medição da intensidade das restrições impostas às normas dos direitos fundamentais.