{"id":10796,"date":"2025-08-29T16:55:29","date_gmt":"2025-08-29T16:55:29","guid":{"rendered":"https:\/\/lisbonpubliclaw.pt\/?post_type=blog&#038;p=10796"},"modified":"2025-08-29T17:04:03","modified_gmt":"2025-08-29T17:04:03","slug":"a-ideologia-do-tribunal-constitucional","status":"publish","type":"blog","link":"https:\/\/lisbonpubliclaw.pt\/en\/blog\/a-ideologia-do-tribunal-constitucional\/","title":{"rendered":"A ideologia do Tribunal Constitucional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Gon&ccedil;alo Afonso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><br \/>No passado dia 8 de agosto o Tribunal Constitucional (doravante TC) publicou o Ac&oacute;rd&atilde;o n.&ordm; 785\/2025 (doravante Ac&oacute;rd&atilde;o) no qual, a pedido do Presidente da Rep&uacute;blica, apreciou em processo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva da constitucionalidade do Decreto n.&ordm; 6\/XVIII da Assembleia da Rep&uacute;blica (doravante AR) que visa alterar a Lei n.&ordm; 23\/27 (doravante lei dos estrangeiros). O TC acabou por se pronunciar: (i) pela inconstitucionalidade da nova reda&ccedil;&atilde;o do art. 98.&ordm;\/1 da lei dos estrangeiros por viola&ccedil;&atilde;o do art 36.&ordm;\/1 e 6 em conjuga&ccedil;&atilde;o com os arts. 18.&ordm;\/2, 67.&ordm;\/1, 68.&ordm;\/1 e 69.&ordm;\/1 da Constitui&ccedil;&atilde;o (doravante CRP); (ii) pela inconstitucionalidade da nova reda&ccedil;&atilde;o do art. 98.&ordm;\/3 por viola&ccedil;&atilde;o dos arts. 36.&ordm;\/1 e 6, 67.&ordm;\/1, 68.&ordm;\/1 e 69.&ordm;\/1 da CRP; (iii) pela inconstitucionalidade da nova reda&ccedil;&atilde;o do art. 101.&ordm;\/3 da lei dos estrangeiros por viola&ccedil;&atilde;o do art. 165.&ordm;\/1, al. b) da CRP; (iv) pela inconstitucionalidade da nova reda&ccedil;&atilde;o do art. 105.&ordm;\/1 da lei dos estrangeiros quando conjugado com a nova reda&ccedil;&atilde;o do art, 98.&ordm;\/3 da mesma lei por viola&ccedil;&atilde;o dos arts. 36.&ordm;\/1 e 6, 67.&ordm;\/1, 68.&ordm;\/1 e 69.&ordm;\/1 da CRP; (v) pela inconstitucionalidade da nova reda&ccedil;&atilde;o do art. 87.&ordm;-B\/2 da lei dos estrangeiros por viola&ccedil;&atilde;o dos arts. 20.&ordm;\/1, 18.&ordm;\/2 e 268.&ordm;\/4 da CRP; e (vi) pela n&atilde;o inconstitucionalidade das novas reda&ccedil;&otilde;es dos arts. 98.&ordm;\/2, art. 87.&ordm;-B\/3 e 101.&ordm;\/1, als. a) e b) da lei dos estrangeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ac&oacute;rd&atilde;o, tendo em conta a sensibilidade pol&iacute;tica e constitucional do tema, foi inevitavelmente divisivo entre os ju&iacute;zes conselheiros do TC. Devemos, no entanto, deixar imediatamente claro o seguinte, n&atilde;o iremos neste momento analisar a posi&ccedil;&atilde;o maiorit&aacute;ria dos do TC ou as diversas declara&ccedil;&otilde;es de voto vencido. Neste breve texto iremo-nos focar no pequeno, mas poderoso e a nosso ver perigoso &agrave; parte presente na declara&ccedil;&atilde;o conjunta de voto vencido dos ju&iacute;zes conselheiros Gon&ccedil;alo Almeida Ribeiro e Jos&eacute; Ant&oacute;nio Teles Pereira. Na sua declara&ccedil;&atilde;o de voto vencido os ju&iacute;zes conselheiros apresentaram, tal como se pode verificar em todas as restantes declara&ccedil;&otilde;es de voto vencido, contudo os dois ju&iacute;zes conselheiros n&atilde;o se limitaram &agrave; pura argumenta&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica para demonstrar a sua disc&oacute;rdia com a decis&atilde;o do TC. Numa tentativa clara de algum modo diminuir a validade argumentativa do TC os ju&iacute;zes conselheiros apontaram no primeiro par&aacute;grafo da sua declara&ccedil;&atilde;o conjunta que a maioria do TC realizou &ldquo;&hellip;uma escolha ideol&oacute;gica&rdquo; em vez de realizar um racioc&iacute;nio que satisfizesse o &ldquo;&hellip;&oacute;nus exigente de fundamenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Ora, apesar de concordarmos sem qualquer d&uacute;vida com a posi&ccedil;&atilde;o de que o TC jamais dever&aacute; na sua atividade tentar substituir o legislador, &ldquo;A legisla&ccedil;&atilde;o numa democracia constitucional n&atilde;o deve ser o produto de uma transa&ccedil;&atilde;o entre as prefer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas da maioria parlamentar e da maioria dos membros da jurisdi&ccedil;&atilde;o constitucional, mas um exerc&iacute;cio de liberdade program&aacute;tica limitado pelo respeito pelos direitos fundamentais e princ&iacute;pios estruturantes de uma rep&uacute;blica de pessoas livres e iguais&rdquo;, competindo ao TC assegurar o respeito por tais limites, nos termos das suas compet&ecirc;ncias como estabelecidas nos arts. 277.&ordm; ss. da CRP, n&atilde;o podemos concordar com a identifica&ccedil;&atilde;o de uma escolha ideol&oacute;gica como se de um elemento negativo se tratasse numa pron&uacute;ncia do TC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TC e por consequ&ecirc;ncia os seus ju&iacute;zes conselheiros t&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o no nosso Ordenamento Jur&iacute;dico inerentemente pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica. Uma Constitui&ccedil;&atilde;o de um Estado de Direito ter&aacute; sempre no seu n&uacute;cleo uma escolha ideol&oacute;gica ao redor da qual todo o Ordenamento Jur&iacute;dico ser&aacute; constru&iacute;do, as diverg&ecirc;ncias ou semelhan&ccedil;as entre as in&uacute;meras Constitui&ccedil;&otilde;es modernas s&atilde;o em grande parte ideol&oacute;gicas resultantes dos ambientes pol&iacute;ticos que as originaram. A CRP &eacute; inclusive uma Constitui&ccedil;&atilde;o com um n&uacute;cleo ideol&oacute;gico forte que oferece uma grande predomin&acirc;ncia &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros direitos fundamentais com o seu devido detalhe, diferentemente, por exemplo, da Constitui&ccedil;&atilde;o francesa que n&atilde;o trata de direitos fundamentais no seu texto. As origens ideol&oacute;gicas da CRP s&atilde;o, inclusive, expressamente assumidas pela mesma no seu pre&acirc;mbulo. Como poder&aacute; ent&atilde;o um TC, perante uma CRP cuja ideologia basilar se baseia na garantia dos direitos fundamentais dos cidad&atilde;os nos princ&iacute;pios basilares da democracia e no primado do Estado de Direito democr&aacute;tico, ser ideologicamente neutro ao averiguar se uma lei viola direitos fundamentais constitucionalmente? A resposta &eacute; simples, n&atilde;o pode.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol&iacute;tica e a ideologia n&atilde;o se restringem nem se dever&atilde;o restringir, jamais, puramente ao processo legislativo, especialmente em mat&eacute;rias que toquem diretamente na esfera de prote&ccedil;&atilde;o dos direitos fundamentais em qualquer Ordenamento Jur&iacute;dico. O que os ju&iacute;zes conselheiros dever&atilde;o realizar dentro das compet&ecirc;ncias do TC &eacute; averiguar se as normas a ser fiscalizadas respeitam os limites ideol&oacute;gicos consagrados na CRP e pronunciar-se de modo adequadamente justificado. A ideologia da CRP dever&aacute; sempre guiar as pron&uacute;ncias e decis&otilde;es do TC e &eacute; de acordo com a mesma que os ju&iacute;zes conselheiros dever&atilde;o formar os seus argumentos. O facto de a CRP ter uma ideologia basilar n&atilde;o &eacute; um facto positivo ou negativo, &eacute; um facto necess&aacute;rio para que a mesma seja uma Constitui&ccedil;&atilde;o, quer seja a mesma mais politicamente de esquerda ou de direita a mesma &eacute; antes de mais uma ideologia do Estado de Direito democr&aacute;tico. As famosas tentativas de realizar uma limpeza ideol&oacute;gica da CRP, especialmente por partidos de direita, n&atilde;o t&ecirc;m como verdadeiro objetivo retirar da CRP qualquer ideologia, mas sim substituir a ideologia presente na CRP por uma com a qual tal corrente pol&iacute;tica se identifica mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TC assumir a base ideol&oacute;gica da CRP como pilar basilar de todas as suas decis&otilde;es n&atilde;o deve, no entanto, servir de justifica&ccedil;&atilde;o para tentar substituir o papel do legislador na sua leg&iacute;tima discricionariedade democr&aacute;tica, algo a que a maioria dos ju&iacute;zes do TC chegou perigosamente perto de fazer no Ac&oacute;rd&atilde;o, ou pelo menos perto o suficiente para nos causar desconforto. Ao analisar o art. 87.&ordm;-B\/2 do Decreto de acordo com o princ&iacute;pio da proibi&ccedil;&atilde;o do excesso o TC quase cai na armadilha do teste da adequa&ccedil;&atilde;o, incorrendo mais numa an&aacute;lise da legitimidade pol&iacute;tica da norma e n&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o objetiva da mesma. S&oacute; n&atilde;o consideramos que o TC cai completamente na armadilha do teste de adequa&ccedil;&atilde;o, cedendo &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de substituir o legislador que este teste apresenta, por n&atilde;o assumir definitivamente que a norma chumba no teste de adequa&ccedil;&atilde;o como se pode verificar no &sect;79 do Ac&oacute;rd&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; poss&iacute;vel e perfeitamente leg&iacute;tima um juiz conselheiro discordar da decis&atilde;o maiorit&aacute;ria do TC e apresentar os seus argumentos hermen&ecirc;uticos. Os ju&iacute;zes conselheiros Gon&ccedil;alo Almeida Ribeiro e Jos&eacute; Ant&oacute;nio Teles Pereira, n&atilde;o se limitam, por&eacute;m, a apresentar a sua disc&oacute;rdia jur&iacute;dico-hermen&ecirc;utica, mas sim a sua disc&oacute;rdia com a suposta &ldquo;escolha ideol&oacute;gica&rdquo; realizada pela maioria dos ju&iacute;zes conselheiros. Ao recorrer a este argumento os ju&iacute;zes conselheiros n&atilde;o se limitam, contudo, a tentar diminuir a legitimidade dos argumentos que baseiam a decis&atilde;o maiorit&aacute;ria, n&atilde;o s&oacute; no Ac&oacute;rd&atilde;o, mas tamb&eacute;m na sociedade portuguesa, pondo em xeque a posi&ccedil;&atilde;o maiorit&aacute;ria do TC aos olhos de muitos portugueses. Eis que, n&atilde;o denegrindo a legitimidade dos argumentos jur&iacute;dicos apresentados pelos ju&iacute;zes conselheiros na sua declara&ccedil;&atilde;o de voto vencido, ao tentarem exaltar de algum modo os seus argumentos, como se os mesmos apresentassem uma neutralidade ideol&oacute;gica que lhes oferece uma maior legitimidade jur&iacute;dica, os ju&iacute;zes conselheiros acabam, inadvertidamente, por revelar a sua pr&oacute;pria &ldquo;escolha&nbsp;ideol&oacute;gica&rdquo;.<\/p>","protected":false},"template":"","meta":[],"categoria-blog-observatorio":[],"cluster":[51],"grupo-de-investigacao":[],"class_list":["post-10796","blog","type-blog","status-publish","hentry","cluster-observatorio-de-justica-constitucional"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A ideologia do Tribunal Constitucional - Lisbon Public Law<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lisbonpubliclaw.pt\/en\/blog\/a-ideologia-do-tribunal-constitucional\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A ideologia do Tribunal Constitucional - Lisbon Public Law\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Autor: Gon&ccedil;alo Afonso No passado dia 8 de agosto o Tribunal Constitucional (doravante TC) publicou o Ac&oacute;rd&atilde;o n.&ordm; 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